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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

São José fala sobre o nascimento de Jesus

Eu estava em Séforis, capital da Galiléia, seis quilômetros de Nazaré, no ano 18 d.C. Ali era a sede do governo de Herodes Antipas, o mesmo que prenderia e mataria João Batista, alguns ano depois. A cidade estava em construção desde o ano 4 a.C. A mão de obra de toda a redondeza era requisitada, como a dos carpinteiros. E eu estava numa construção esperando para falar com José. No tempo de Jesus, carpintaria era valorizada. Os carpinteiros faziam telhados, madeiramento das construções , móveis, plantas das casas e acompanhavam a construção. José ganhava o sustento da família com esse belo trabalho. Finalmente, a noite chegou, os operários saíram e alguns ficaram , dentre eles José: 40 anos, atlético, 1,75m, moreno, barba cerrada, semblante sereno e forte; tinha muita sabedoria. 



   
"Deus escolheu homem simples e rejeitado para revelar o nascimento de Jesus"


Texto: Vicente Abreu

-> Editado por Propagação da Mensagem de Nossa Senhora de Fátima em Itaporanga

Jesus: o maior presente para a humanidade!

Jesus o presente de Natal

No natal de 1223, em Greccio, Itália, São Francisco de Assis fez o primeiro presépio da história. Era a representação do estábulo de Belém e das figuras presentes no nascimento de Jesus Cristo. Não é possível imaginar um presépio sem o menino -Jesus Cristo-. O profeta Isaías, nos anuncia: "Nasceu para nós um menino, foi-nos dado um Filho" (Is 9,5). E não é possível imaginar um presépio sem Mãe. O Evangelista Lucas nos diz: "Maria deu à Luz o seu filho primogênito (...) o enfaixou e o colocou em uma manjedoura" (Lc 2,7). Não é possível ainda imaginar um presépio sem pastores: "Naquela região havia pastores que passavam a noite nos campos, tomando conta do rebanho" 
(Lc 2,8). Não é possível ainda mais pensar, imaginar um presépio sem Anjos: e um deles anunciou: "Hoje nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!"; E cantaram : "Gloria  a Deus no mais alto dos Céus" (Lc 2, 11-13). 





Neste Natal de 2014, somos convidados a imitar os pastores , indo à Gruta de Belém. E o que encontramos ali? Uma criança que nasce e que adoramos.






"A Palavra de Deus nos ensina, pois, que viver o Natal hoje significa tomar consciência d que o Pai nos dá um dom, um presente: Seu Filho" -Menino Jesus Cristo-.

Texto: D. Murilo Krieger, scj

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Festa da Padroeira da América Latina: Nossa Senhora do Guadalupe

Toda a América Latina reunida para celebrar a Festa de Guadalupe no Vaticano
O Papa vai presidir a celebração por ocasião da solenidade de Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, na tarde desta sexta-feira, (12/12), na Basílica Vaticana. Entre os concelebrantes destacamos a presença do Cardeal brasileiro, Dom Raimundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que veio a Roma para participar desta celebração. 
A Rádio Vaticano conversou com Dom Raymundo:
Sobre o significado desta importante festividade, o Secretário da Pontifícia Comissão para a América Latina, Guzmán Carriquiry, também falou à Rádio Vaticano:
“A devoção Nossa Senhora de Guadalupe, que está às origens do catolicismo latino-americano, da piedade dos nossos povos, é como um sinal da identidade, unidade e originalidade da América Latina. A festa mariana, celebrada hoje desde o Alasca até à Terra do Fogo, que constitui um grande evento católico, sobretudo para os países latino-americanos, é muito tradicional, sobretudo no México, onde se encontra o Santuário de Guadalupe. A celebração, presidida hoje pelo Papa, será acompanhada por cantos da Missa Crioula, de Ariel Ramirez. Ele, cerca de 50 anos atrás, em 1967, esteve aqui em Roma para apresentar esta sua obra genial ao então Papa Paulo VI. A Missa Crioula será dirigida, hoje, no Vaticano, pelo filho de Ramirez, que foi recebido, ontem, em audiência pelo Papa Francisco, que lhe disse: ‘Seu pai foi um grande homem e um grande místico!’. Logo, imagino a satisfação do Papa ao ouvir, durante a celebração Eucarística de hoje a execução desta famosa Missa Crioula, conhecida em toda a América Latina e no mundo inteiro, que será acompanhada por instrumentos, arranjos e hinos típicos latino-americanos”.
Fonte: Rádio Vaticano 
 Foto: Brunno Covello / Agência de Notícias Gazeta do Povo



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A História de Nossa Senhora de Guadalupe

Festa de Nossa Senhora de Guadalupe : 12 do dezembro



Um sábado de 1531 a princípios de dezembro, um índio chamado Juan Diego, ia muito de madrugada do povo em que residia à cidade do México a assistir a suas aulas de catecismo e para ouvir a Santa Missa. Ao chegar junto à colina chamada Tepeyac amanhecia e escutou uma voz que o chamava por seu nome.


Ele subiu ao cume e viu uma Senhora de sobre-humana beleza, cujo vestido era brilhante como o sol, a qual com palavras muito amáveis e atentas lhe disse: "Juanito: o menor de meus filhos, eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive. Desejo vivamente que me construa aqui um templo, para nele mostrar e prodigalizar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa a todos os moradores desta terra e a todos os que me invoquem e em Mim confiem. Vá ao Senhor Bispo e lhe diga que desejo um templo neste plano. Anda e ponha nisso todo seu esforço". 

Retornou a seu povo Juan Diego se encontrou de novo com a Virgem Maria e lhe explicou o ocorrido. A Virgem lhe pediu que ao dia seguinte fora novamente falar com o bispo e lhe repetisse a mensagem. Esta vez o bispo, logo depois de ouvir Juan Diego disse que devia ir e lhe dizer à Senhora que lhe desse alguma sinal que provasse que era a Mãe de Deus e que era sua vontade que lhe construíra um templo. 

De volta, Juan Diego achou Maria e lhe narrou os fatos. A Virgem lhe mandou que voltasse para dia seguinte ao mesmo lugar, pois ali lhe daria o sinal. Ao dia seguinte Juan Diego não pôde voltar para colina, pois seu tio Juan Bernardino estava muito doente. A madrugada de 12 de dezembro Juan Diego partiu a toda pressa para conseguir um sacerdote a seu tio, pois se estava morrendo. Ao chegar ao lugar por onde devia encontrar-se com a Senhora preferiu tomar outro caminho para evitá-la. de repente Maria saiu a seu encontro e lhe perguntou aonde ia. O índio envergonhado lhe explicou o que ocorria. A Virgem disse a Juan Diego que não se preocupasse, que seu tio não morreria e que já estava são. Então o índio lhe pediu o sinal que devia levar a bispo. Maria lhe disse que subisse ao cume da colina onde achou rosas de Castela frescas e colocando-as no poncho, cortou quantas pôde e as levou a bispo. 

Uma vez diante de Dom Zumárraga Juan Diego desdobrou sua manta, caíram ao chão as rosas e no poncho estava pintada com o que hoje se conhece como a imagem da Virgem de Guadalupe. Vendo isto, o bispo levou a imagem Santa à Igreja Maior e edificou uma ermida no lugar que tinha famoso o índio. 
Pio X a proclamou como "Padroeira de toda a América Latina", Pio XI de todas as "Américas", Pio XII a chamou "Imperatriz das Américas" e João XXIII "A Missionária Celeste do Novo Mundo" e "a Mãe das Américas".


A imagem da Virgem de Guadalupe se venera no México com maior devoção, e os milagres obtidos pelos que rezam à Virgem de Guadalupe são extraordinários.


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Comentário do Dia - 12/12/2014-

Comentário do dia por São Clemente de Alexandria (150.c/215)
Teólogo - Protréptico, 9, 87-88; SC 2
Ninguém é tão tocado pelas exortações dos outros santos como pelas do Senhor, com todo o seu amor pelos homens, pois a sua única preocupação é salvar o homem. Assim pois, para mais depressa levar os homens a salvarem-se, Ele exclama: «O Reino dos céus está próximo» (Mc 1,15), procurando converter os homens que se aproximam dele. Do mesmo modo, o apóstolo do Senhor torna-se […] intérprete da voz de Deus: «O Senhor está perto; para que aquele dia não vos surpreenda como um ladrão» (cf Fil 4,5; 1Tess 5,4).
Mas vós sentis tão pouco temor, ou antes, sois tão incrédulos que não credes, nem no próprio Senhor nem em Paulo, sobretudo quando este é preso por Cristo? (Fil 1,13) «Saboreai e vede como é bom o Senhor!» (Sl 33,9) A fé introduzir-vos-á, a experiência ensinar-vos-á, as Escrituras, qual pedagogo, guiar-vos-ão. Elas dizem-vos: «Vinde, meus filhos, ouvi-me. Eu vos ensinarei o temor do Senhor»; e depois, quando já cremos, acrescentam: «Quem é o homem que ama a vida e deseja largos dias? (Sl 33,12-13) – Somos nós, diremos, os adoradores do bem, os émulos dos bons. — Escutai então, “vós que estais longe”, escutai, “vós que estais perto”» (Is 57,19). O Verbo não Se escondeu de ninguém; Ele é uma luz comum, que brilha para todos os homens, pois para Ele não há estranhos.
Corramos, pois, para a salvação, para o novo nascimento. Apressemo-nos, nós que somos muitos, a reunir-nos num só rebanho (Jo 10,16), persigamos a unidade seguindo apenas a Cristo. Assim, a união de muitas vozes, quando a sua dissonância e a sua dispersão tiverem sido submetidas à harmonia divina, constituirá finalmente uma única sinfonia. E o coração, obedecendo ao seu mestre, o Verbo, apenas encontrará repouso na própria verdade, quando puder dizer: «Abba, Pai» (Mc 14,36).

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Evangelho do Dia - 12/12/2014 -

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2014

                        Santo do dia: Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina

Evangelho de hoje: São Lucas 1, 39-47 

Primeira Leitura: Gálatas 4 - 4,7
Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas:


Irmãos, 4quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá – ó Pai! 7Assim, já não és mais escravo, mas filho; e se és filho, és também herdeiro: tudo isso, por graça de Deus.
- Palavra do Senhor
- Graças a Deus
Salmo 95 (96)
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira! Cantai e bendizei seu Santo nome.
R: Manifestai a sua glória entre as nações.
— Dia após dia anunciai sua salvação, manifestai a sua glória entre as nações, e entre os povos do universo seus prodígios!
R: Manifestai a sua glória entre as nações.
— Publicai entre as nações: "Reina o Senhor! Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça"
R: Manifestai a sua glória entre as nações.
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 1 - 39,47
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas:
39Naqueles dias Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.42Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido o que o Senhor lhe prometeu".46Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador".
- Palavra da salvação
- Glória a Vós, Senhor

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Frase do dia - 12/12/2014 -

O Santo Sacrifício da Missa é o sufrágio mais eficaz, 
que ultrapassa todas as orações,
 as boas obras e as penitências.
 Infalivelmente produz seu efeito para vantagem das almas por sua virtude própria e imediata.
 (São Pio de Pietrelcina)


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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Como surgiu a árvore de Natal ?



A árvore de Natal sempre aponta para o céu, e sua ramagem perpetuamente verde lembra-nos Aquele que nos

concedeu a vida eterna.
Quando surgiu a árvore de Natal?

A história da festiva árvore começa nas densas florestas da Germânia, no século VIII. O grande São Bonifácio, bispo e apóstolodaquelas terras, havia então trazido um bom número de tribos pagãs ao rebanho de Jesus Cristo. Mas seu labor não era fácil. Por vezes, os conversos, cuja fé ainda era vacilante, recaíam nos perversos costumes de seus antepassados.
Em certa ocasião, Bonifácio teve de realizar uma longa viagem a Roma, onde fora pedir conselho ao Papa Gregório II. Meses depois, ao retornar à região do Baixo Hesse, com horror surpreendeu alguns nativos que estavam a ponto de realizar um dos holocaustos humanos exigidos pela religião primitiva. Libertando nove meninos que seriam vítimas, o zeloso bispo quis, então, dar um público testemunho de quão impotentes eram os falsos deuses diante do Cordeiro de Deus.
Mandou abater o enorme carvalho de Thor, sob o qual se realizaria o sangrento sacrifício. Os sacerdotes pagãos o ameaçaram de ser fulminado pelos raios do deus do trovão. No entanto, derrubada a árvore, nada aconteceu, para humilhação dos gentios. Os relapsos se arrependeram, então, e muitos idólatras pediram o sacramento do batismo. A queda da árvore de Thor representou a queda do paganismo naquelas regiões.
Os germanos, já então pacificados e convertidos, adotaram o pinheirinho como um símbolo cristão. Ele sempre aponta para o céu, e sua ramagem eternamente verde lembra-nos Aquele que nos concedeu a vida eterna. Sob seus galhos já não há ofertas cruéis, mas sim os presentes em honra de Cristo recém-nascido.
Anos e anos mais tarde, a árvore de Natal transpôs as fronteiras da Alemanha. Nos séculos XVIII e XIX, tornou-se comum entre a nobreza européia, alcançando as cortes da Áustria, França e Inglaterra, até a longínqua Rússia. Dos palácios difundiu-se pelo povo da Europa e, por fim, nos dias de hoje, a encontramos espalhada por todo o orbe.
No centro da cristandade, em plena Praça de São Pedro, todos os anos, é erguida uma árvore de grandes proporções, elegantemente ornada, segundo é próprio à dignidade do local. Tocado pela sua beleza e simbolismo, o saudoso Papa Beato João Paulo II a ela se referiu, em dezembro de 2004:
"A festa do Natal, talvez a mais querida à tradição popular, é extremamente rica de símbolos, ligados às diferentes culturas. Entre todos, o mais importante é, sem dúvida, o presépio [...].
Ao lado deste, como nesta Praça de São Pedro, encontramos a tradicional ‘árvore de Natal'. Também esta é uma antiga tradição, que exalta o valor da vida porque na estação invernal, a árvore sempre verde se torna um sinal da vida que não perece. Geralmente, na árvore adornada e aos pés da mesma são colocados os dons de Natal. Assim, o símbolo torna-se eloqüente também em sentido tipicamente cristão: evoca à mente a ‘árvore da vida' (cf. Gn 2, 9), figura de Cristo, supremo dom de Deus à humanidade.
Por conseguinte, a mensagem da árvore de Natal é que a vida permanece ‘sempre verde', se ela se torna dom: não tanto de coisas materiais, mas de si mesmo: na amizade e no carinho sincero, na ajuda fraterna e no perdão, no tempo compartilhado e na escuta recíproca. Que Maria nos ajude a viver o Natal como uma ocasião para saborear a alegria de nos doarmos a nós mesmos aos irmãos, especialmente aos mais necessitados"(Beato João Paulo II, Ângelus, 19/12/2004) 
Para que tanto enfeite na árvore de Natal?
A tradição católica assimilou a árvore de Natal com uma nova árvore da vida, aquela do jardim do Éden, lá no Paraíso (Gn 2,9). É costume enfeitá-la com bolas coloridas, como se fossem frutos, e com outros adornos natalinos. Os enfeites alegorizam desejos, virtudes, vínculos e sonhos das pessoas e da cada onde está a árvore de Natal. Já no tempo de São Bonifácio, as árvores de Natal eram enfeitadascom maçãs, evocando a nova frutificação e o antigo pecado original. Ao contrário da história do Éden sobre a serpente e a maçã (do latim: malum), a árvore de natal passou a evocar vida e salvação, plantada nas casas. As árvores também eram decoradas com velas, representando Nosso Senhor Jesus Cristo, a Luz do mundo. O costume difundiu-se pela Europa. Uma das primeiras registadas dos enfeites é do século XVI e vem da Igreja da Alsácia, na França. As famílias decoravam os pinheiros com papéis coloridos, enfeites, frutas e doces. Espalhada por toda a Europa, a tradição de enfeitar a árvore de Natal chegou ao continente americano por volta de 1800.
Qual o simbolismo das bolas?
Desde o século VI, a tradição da árvore de Natal evolui: trocaram-se as perecíveis maçãs da árvore do Éden por bolas e enfeites, como sinal dos frutos da vida. As tradições familiares variam. Alguns colocam 12 bolas ou múltiplos de doze para evocar os doze apóstolos. Outros colocam 33 bolas, para lembrar os anos da vida de Nosso Senhor Jesus Cristo. Outros adornam progressivamente a árvore de Natal com 24 a 28 bolas, dependendo do número de dias do Advento (do latim, Adventus: chegada). Outros ainda adornam a árvore de uma só vez. Às vezes, as crianças elaboram suas próprias bolas. Em outras famílias, as bolas são colocadas com uma oração ou um propósito em casa uma, até o dia de nascimento de Nosso Senhor. Para certas ordens religiosas, as bolas representam as orações do período do Advento: as azuis são orações de arrependimento, as prateadas de agradecimento, as douradas de louvor e as vermelhas de prece.
Por que as bengalas, os 3 sinos e os 7 anjinhos?
Os enfeites da árvore de natal são um espaço de liberdade, arte e poesia para a criatividade familiar. Alguns são tradicionais e merecem destaque. Os 3 sininhos simbolizam a Santíssima Trindade e também costuma adornar a guirlanda do Natal, na entrada das casas. Os 7 anjinhos representamos espíritos angélicos, os anjos dos pequeninos diante de Deus, contemplando e intercedendo por todos (Mt 18,10). As bengalinhas evocam a caminhada, o trabalho de cada um e também o pastoreio de Nosso Senhor, o cajado do Bom Pastor. Também colocam-se pequenos e bonitos pacotinhos e presentinhos dependurados na árvore ou aos seus pés. Eles representam as boas ações e os sacrifícios, os “presentes” que serão dados a Nosso Senhor Jesus Cristo no Natal. (Beato João Paulo II, Ângelus, 19/12/2004) (Revista Arautos do Ev'angelho, Dez/2007, n. 72) - EVARISTO EDUARDO DE MIRANDA, doutor em ecologia, autor do livro “Guia de curiosidades católicas”, recém editado pela Ed. Vozes e diretor do Instituto Ciência e Fé. Dirige a EMBRAPA Monitoramento Ambiental por Satélite, Campinas/SP.


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São José e o Natal

São José e o Natal: A provação de São José e sua aceitação.


Por ocasião da Encarnação o anjo revela que Maria será a Mãe de Jesus por obra do Espírito Santo, sem concurso humano. Começava aí a provação de São José.
De acordo com os costumes da época o matrimônio israelita era constituído por dois atos distintos: esponsais e núpcias.Assim, ao afirmar que Maria "estava prometida em casamento a José e, antes de viverem juntos, Ela ficou grávida pela ação do Espírito Santo", o Evangelista situa o momento da Encarnação do Verbo no período posterior à cerimônia do compromisso, mas antes de Maria ir habitar na casa do esposo.
Alguns meses depois, eram visíveis os sinais da gestação do Menino Jesus. Contudo, Ela nada disse ao esposo. E ele nada perguntou...
São José era justo, frisa o Evangelista. E diante dessa Virgem que lhe fora dada como esposa, tomou uma atitude humilde e admirativa. A santidade da Virgem Maria era inquestionável. Todavia, também evidente e inexplicável era a realidade. Ele compreendeu que se deparava com um mistério e aceitou sem reparos os desígnios divinos que não entendia.
E, diante do inexplicável, José quis fugir, abandonando a esposa grávida, subtraindo-se assim às obrigações impostas pela Lei. Deste modo, assumiria sobre si a infâmia de ter abandonado sem motivo a esposa inocente e o futuro filho. Foi esta a sua escolha.
Bem se compreende que ele tenha resolvido abandonar Maria "em segredo", a fim de pô-La a salvo de qualquer suspeita. Mas, por que ocultar-Lhe essa decisão? Somente um extremo de delicadeza pode nos explicar esse silêncio: receava colocar sua Esposa na contingência de expor-lhe aquele mistério que ele, por humildade, julgava não ser digno de conhecer.
José então foi dormir com a disposição de no dia seguinte partir às ocultas. Então um anjo do Senhor lhe aparece em sonho e diz:"José, filho de Davi não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque Ela concebeu pela ação do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe darás o nome de Jesus, pois Ele vai salvar o seu povo dos seus pecados" (Mt 1, 20-21).
As palavras do anjo a São José confirmavam de modo irretorquível estar se cumprindo naquele momento a profecia feita por Isaias "Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho..." (Is 7, 14).
Bem podemos imaginar que, vencida a provação, ao acordar de manhã foi São José logo adorar a Jesus Cristo no seu primeiro e mais santo Sacrário: Maria Santíssima. Deus tinha Se encarnado e ali estava, sob sua guarda! Ele já não mais poderia olhar para Nossa Senhora sem adorar o Deus-Menino entronizado naquele incomparável Tabernáculo.
Sem dúvida São José, depois de atravessar, com admirável paz de alma, um terrível e lancinante sofrimento, teve a consolação de, depois da Santíssima Virgem, ser o primeiro adorador do Deus Encarnado. 

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